A bola da vez na nossa operação mochilão é a compra dos euros. Faltando três meses para o embarque, ainda não adquiri nem um eurozinho se quer. Isso porque a cotação da moeda está lá nas alturas. Por exemplo, a cotação hoje está 2,56. Como sou "mão de vaca", vou arriscar esperar um pouco mais pra comprar, na esperança que esse valor caia pra casa dos 2,40. Será?
Pra galera que queira acompanhar as variações diárias do euro (ou de outra moeda qualquer), indico usar o site Cotação, pois eu, até pouco tempo, ficava acompanhando pelo site da uol, na parte de economia, e depois fui descobrir que o valor mostrado lá não é o valor real que você vai pagar. Isso eu não sei por quê. Só sei que é mais confiável ligar nas casas de câmbio pra garantir. É o que eu tenho feito, além de checar diariamente neste site indicado acima. Esse sim é confiável.
Além do euro, só pra complicar mais um pouco, terei que comprar uma quantia em libras também, porque vou passar pela Inglaterra que, como todos sabem, faz parte da União Européia, mas não tem o euro como moeda oficial, e sim a libra esterlina, com seu valor, cotado hoje a 3,14 (OMG!!!).
Como fazer pra levar todo esse dinheiro pra passear na Europa?
Depois de muitas dicas, e de muito fuçar na internet em vários sites e blogs de viagem, decidi que será mais sensato e seguro fazer o seguinte:
Levar uma parte em espécie, mas a maioria num travel card ou VTM (visa travel money), como é conhecido. Discorrerei sobre cada um...
É indicado levar dinheiro em espécie para pagar o hotel ou albergue, porque alguns não aceitam cartão de crédito e, mesmo tendo reservado aqui no Brasil com antecedência, a maioria cobra apenas 10% ou o valor da primeira diária do seu cartão de crédito, e o resto tem que ser pago cash (a vista) na hora do check-in. Por isso leia atentamente como funciona seu hotel e, se tiver que pagar no momento do check-in, lembre-se de separar a quantia em espécie para o hotel.
Ter o dinheiro na mão também é necessário pra você comprar um passe de metrô assim que chega no aeroporto, lembrancinhas de vendedores ambulantes pelas ruas, ou pra eventuais emergências caso algum estabelecimento não aceite cartão de crédito.
Colocar sempre uma quantia menor na carteira, e o resto na chamada "doleira" ou "porta dólar" (com ou sem hífen pela nova norma ortográfica?):

Esta doleira deverá ser colocada na sua cintura, por baixo da calça e deverá conter todos os itens importantíssimos, como dinheiro, cartões e passaporte. Custa em média R$8,00 e pode ser encontrada em lojas de malas e bolsas.
É como se fosse um cartão de crédito, só que sem o IOF absurdo. Um cartão pré pago, que você recarrega com uma quantia em euros, por exemplo, e poderá usar em qualquer estabelecimento que aceite as bandeiras Visa ou Mastercard, dependendo qual bandeira for a do seu travelcard. O valor da sua compra será debitado desse cartão, e você pode acompanhar os extratos pelo site da empresa que você adquirir o cartão. Também podem ser feitos saques desses cartões, mas é cobrada uma taxa de 2,50 euros (ou qualquer que seja a moeda que você inseriu no cartão) para cada saque. Veja a vantagem dos travelcards em comparação com cartões de crédito:
Esta imagem foi tirada do site da Confidence Câmbio, uma das várias opções de casas de câmbio disponíveis

FONTE: Confidence Câmbio
Aconselho usar somente para emergências, e que seja usado com consciência. Todo mundo sabe que a nossa queridíssima presidenta da república subiu o IOF para compras no exterior para absurdos 6,38%, então, antes de fazer as comprinhas no cartão de crédito, faça as contas calculando a conversão da moeda pelo cartão + IOF e veja se vale a pena, e se você vai ter grana pra pagar a fatura depois. Lembre-se: a viagem acaba, mas as contas continuam a chegar. E não faça a besteira de parcelar a fatura do cartão, senão sua viagem pode ser seu maior pesadelo, e você vai olhar suas fotos com ódio - isso foi exagero, acho que é impossível odiar uma viagem, mas tente voltar sem dívidas! #ficaadica